27

November

2017

Estado atual da criopreservação de tecido ovariano

‍O diagnóstico de câncer pode ser detectado em qualquer idade, desde crianças, meninas pré-púberes, adolescentes, mulheres em idade reprodutiva e menopausadas.

Introdução

O diagnóstico de câncer pode ser detectado em qualquer idade, desde  crianças, meninas pré-púberes, adolescentes, mulheres em idade reprodutiva e menopausadas.  Com o avanço tecnológico das terapias oncológicas conseguiu-se aumentar a sobrevida das pacientes, assim aumentando efeitos colaterais inerentes ao tratamento oncológico. Um dos efeitos experimentados por essa população é a infertilidade, induzida pela falência ovariana precoce causada pelos agentes gonadotóxicos e /ou pelas técnicas cirúrgicas que se fazem necessárias. Dessa forma existe a necessidade de oferecer técnicas que possam preservar a fertilidade, dentre essas técnicas aparece a criopreservação de tecido ovariano.

Objetivo

Averiguar indicações, limites e atualidades referentes a criopreservação de tecido ovariano.

Métodos

Pesquisa de estudos por intermédio do PubMed, Scielo, Infertility and Sterility e  Bireme.

Resultados

Avaliando os artigos encontrados observamos que a criopreservação de tecido ovariano ( OTC) é uma técnica emergente para preservação da fertilidade em casos selecionados. Podemos congelar tecido ovariano através de fragmentos do córtex ovariano; folículos primordiais isolados ou todo o ovário com pedículo vascular. O reimplante do tecido ovariano deve ser realizado após o término do tratamento quando a paciente estiver livre da doença ou quando manifestar o desejo de restaurar sua fertilidade. Jacques Donnez em 2006, cita em sua revisão o resultado de gravidez e nascido vivo após tratamento para linfoma Hodgkin com transplante ortotópico de tecido ovariano. Apesar de resultados favoráveis ainda continua sendo em técnica experimental, limitada pelo risco de reimplantar células malignas.

Conclusão

A OTC deve ser oferecida preferencialmente às pacientes pré-púberes e aquelas que não podem atrasar o início do tratamento gonadotóxico, observando as condições que contraindicam a sua aplicabilidade pelo risco de reimplantar células malignas.

Referências bibliográficas

  1. Amorim, Cristiani et al. Future Oncology, 2016. 2323-2332.
  2. Kenny A. Rodriguez-Wallberg et al. AOGS 2016. 95 1015-1026
  3. Kovacs Peter. Journal of Obstetricas and Ginecology of India, Dec 2014   64  381-387
  4. Kenny A. Rodriguez-Wallberg et al Cancer Management and research 2014:6  105-117
  5. Dror Meirow et al.  Fertility and Sterility VOL. 87 feb 2007
  6. Donnez Jacques et al.  Human Reproduction Update. VOL 12  2006 519-535
Publicado por
Aline Bender Cervi

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